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Palavreado

14:53:00Saulo Brunello



"O homem bom, do bom tesouro do seu coração tira o bem, e o homem mau, do mau tesouro do seu coração tira o mal, porque da abundância do seu coração fala a boca" (Lucas 6:45)

Vivemos dias complicados em relação ao que polui nossos ouvidos, compromete nossa santidade, contamina nossos pensamentos. Não sou pessimista, sou um homem de fé. Mas está piorando. Viver o evangelho é muito mais do que seguir uma lista de regras, é adotar um estilo de vida. Exemplifico a seguir.

Tentei assistir um filme categorizado por comédia, poucos dias atrás. Era um feriado, eu estava fora de casa e não tenho aparelho de TV. Selecionei o filme num site que sou assinante e tentei. Não deu. As insinuações sensuais eram abundantes mas toleráveis, mas o palavreado era o fim da picada. Nem eu na adolescência pagã ouvia tanta coisa pesada.

Também tentei assistir uma palestra na Câmara de Vereadores de um determinado município, como convidado de um secretário. Foi triste. Pouco palavrão, para ser sincero, mas o peso das farpas de um contra outro eram insuportáveis. Deveria ser uma palestra, virou debate que virou batalha verbal. Não deu.

E eu nas rodinhas? Sou o que ri das piadas que não convem ou sou o que fala o que ajuda? Sou o que não se nota ou aquele que “desmancha” as rodinhas quando chega pois sabidamente não participa? Sou mais um ou sou “o” fulano?

O versículo nos ensina que a boca derrama, transborda - portanto é uma questão de estar ou não preenchido com alguma coisa. A boca de um homem/mulher de Deus, focado em viver o evangelho como estilo de vida, só pode derramar benção. Para uns vai ser necessário um nível de isolamento ou blindagem diferente do que de outros. Eu consigo conviver com os desbocados do meu ambiente de trabalho e me manter limpo, mas seria mais fácil sem isso. Outros não conseguem e até precisam de ajuda. Cada um deve se conhecer e se respeitar para não perder o foco - derramar benção com aquilo que fala.

Independentemente da linguagem que usamos (e alguns grupos eclesiásticos tem palavreado próprio) temos de ser sadios. Insinuações sensuais, violentas, agressivas, pejorativas, depreciativas, inverídicas, tendenciosas - são coisas que não se deve ouvir de nossa boca. Nossa conversa deve ser motivadora, semear fé, amorosa, conciliadora, consoladora. Como num mundo desses? Se enchendo da Palavra de Deus de forma transbordante. Como? Lendo mais e mais da Bíblia, se expondo menos à contaminação externa, estudando mais.

Viver o evangelho será cada vez mais dificil no mundo em que vivemos, pode ter certeza. Seguir regras não ficará mais fácil, e manter um estilo de vida ficará mais difícil. Mas temos de perseverar e nosso palavreado testificará disso.

"Senhor, eu quero manifestar Teu Reino, Teu caráter e Tuas maravilhas ao abrir a minha boca. Ajuda-me a purificar meu interior para fluir com palavras amorosas."



Mário Fernandez

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