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Labirintos

15:25:00Saulo Brunello



Labirintos são construções não naturais, com ruas e paredes encruzilhadas de tal forma que a pessoa que entre lá não consiga achar a saída. Mas o que isso tem a ver com a vida cristã? Muito.

Nós mesmos somos exímios criadores de labirintos, para neles nos escondermos junto com nossos pecados, de tal forma que ali é um lugar seguro para guardar a podridão de nossos atos, um local de difícil acesso para qualquer outra pessoa a não ser para o arquiteto de sua construção; nós!

Quando nos encontramos com Cristo, saímos dali, e só quando o encontramos nos damos conta de quanto aquele lugar exalava um cheiro terrivelmente desagradável, nos damos conta de como era sujo o lugar de nossa habitação, e de como as trevas eram densas ali. 

Porem após anos de caminhada na luz, por vezes nos pegamos distraídos e pensando em coisas altivas, sem relevância alguma para a nossa nova vida, reviramos o passado para quem sabe “sair da rotina”, sentimos que não estamos inteiros como no começo, encontramo-nos rachados, e o que era labaredas se tornou em brasa, e é nesse momento que paramos.

Ali a beira do caminho, um terreno em nossa frente e um velho hábito volta para nos atormentar, e pouco tempo depois uma bela construção dá lugar ao terreno que ali estava, com uma porta grande, larga e convidativa para adentrarmos a construção, e mais um pouco de tempo já nos encontramos dentro daquele lugar, um novo labirinto. Dessa vez ele está limpo e sem cheiro algum, e começamos então a passear pelas suas ruas, e quanto mais andamos, mais fundo chegamos.

E em algum momento notamos que os passos ficam pesados, as ruas escuras e o cheiro desagradável; caímos. Notamos que um labirinto no fim das contas é sempre sujo. Na corrida para de lá sair, caímos em nossa própria construção, pois não deixamos ali saída, batemos contra a parede, tropeçamos e nos vimos prostrados. Olhamos para nós e o que era uma rachadura no princípio, quebrou-se por inteiro o que era brasa agora é apenas fumaça. E entre um beco e outro nos escondemos, para não sermos esmagados e triturados pelos demônios que nos rodeiam.

Porém, aquele que nos livrou do labirinto em que nascemos é muito mais poderoso para nos livrar daquele que criamos, e em meio ao nosso novo esconderijo ele se abaixa e estende sua mão para nos levantar, e enquanto nos colocamos em pé, despejamos desculpas e mais desculpas, palavras e mais palavras, mas ele não está interessado em ouvir nossas desculpas e sim nos levar novamente para sua luz, pois é só n luz, que há arrependimento e perdão. 

Ele é gentil e suave, ele é aquele que restaura a cana quebrada e incendeia o pavio que fumega. Ele é o Servo que venho em nome do Senhor: Eis aqui o meu servo, que escolhi, o meu amado, em quem a minha alma se compraz; porei sobre ele o meu espírito, e anunciará aos gentios o juízo. Não contenderá, nem clamará, nem alguém ouvirá pelas ruas a sua voz; Não esmagará a cana quebrada, e não apagará o morrão que fumega, até que faça triunfar o juízo; E no seu nome os gentios esperarão. Mateus 12:17-21

Bendito o que vem em Nome do Senhor, pois Ele é o bom pastor, e ainda que uma de suas ovelhas se suje na lama e se perca do aprisco, Ele voltará para busca-la e muito se alegrará. Irmãos nos alegremos então quando ele voltar ao aprisco com a ovelha perdida pois se Ele mesmo não esmaga a cana quebrada, não a esmagaremos também.

Oremos.

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