ainda verdes Daivson

Ainda verdes

08:00:00Saulo Brunello



Amados, talvez o texto a seguir possa causar insatisfação e indignação de alguns, porém nos levará a refletir em nossa vida cristã.

Estou vendo frequentemente em nossos dias, jovens que se dizem cristãos tendo a si próprios como bons entendedores das Escrituras, a tal ponto de desprezarem os que pensam de uma maneira contrária à deles. Esses acreditam que descobriram algo novo, engraçado que descobrem isso depois de lerem algumas frases de Agostinho, um teólogo do século IV, e ainda assim acreditam terem descoberto um novo e corretíssimo método de interpretação, por isso se acham diferente dos demais. 

Esses adoram dialogar com a nossa cultura moderna e os intelectuais de nossa era, tais como Leandro Karnal, Pondé ou Cortella. Não digo que ouvir, ler ou apreciar algo que disseram seja de fato errado, como creio que não é. Porém muito me impressiona a facilidade de alguns jovens em dialogar com eles, e excomungar por completo os denominados “gospels”. Esses evocam 1 Tessalonicenses 5:21, que diz; ponham à prova todas as coisas e fiquem com o que é bom, para o diálogo com a cultura, porém se esquecem totalmente dele quando se trata do mundo gospel.

Em um episódio recente, Ana Paula Valadão, fez uso de suas redes sociais para criticar um comercial e uma tendência criada pelas lojas C&A. Foi o suficiente para se inflamarem os nervos desses jovens “neo-eruditos” contra ela, pelo simples fato dela ser “reincidente” em questões polemicas. Eu não estou para fazer o papel de advogado dela, nem eu ou ela precisamos disso. Porém me impressiona o que fazem esses que cospem ódio e horror contra o “gospel”. Esses que se dizem privilegiados por serem mais instruídos, são incapazes de fazer uma leitura de um texto e interpreta-los por si só, precisam de Paul Washer’s, John Piper’s e Sproul’s para dizerem o que fazer. 

Quero deixar claro que não concordo com tudo que está no texto, mas fazendo uma análise sincera do conteúdo da mensagem concordo com grande parte dele. A cantora em questão, questiona até onde vai os limites da sociedade em querer impor a ideologia de gênero, e expos indignação a uma campanha que promove a exclusão de limites na vestimenta, excluindo assim os padrões para uso feminino e masculino. A análise do texto pareceu não chocar nenhum desses “pseudos” cristãos, até porque eu duvido que o tenham analisado. 

Se a mudança dos padrões bíblicos só o choca quando expressados por algum intelectual de sua preferência, sinto dizer que ainda é um cristão que está verde. O amadurecimento cristão fará muitos verem que todos nós somos pecadores, nenhum de nós se difere disso, nem mesmo Washer’s, Piper’s, Sproul’s e Valadões. Todos nós somos apenas dependentes da Graça de Deus. 

Sinto ter que explicar que não estou equiparando ministérios nem pessoas, e os colocando em mesmo níveis, até porque não tenho capacidade para tal. Porém quero que fique claro que ao meu ver, se o Reverendo Augustus Nicodemus, escrevesse um texto contra a ideologia de gênero, muitos fariam camisetas e pôsteres com ele, mas como foi um texto curto, escrito sem muita atenção a nossa bela língua mãe, e ainda por cima por quem foi, o que sobraram foram pedras nas mãos desses que ainda estão verdes, tanto quanto cristãos como em questões de interpretações de texto.

Amado, estou apenas querendo que sejamos mais sinceros em nossos julgamentos, colocando a prova todas as coisas e retendo o que é bom. Se é licito, bom e agradável a Deus, retemos, se não é, descartemos. 

Creio que um bom exercício para começarmos a amadurecermos mais rápidos seja louvarmos constantemente com o hino, “Coração Igual ao Teu” composto por Ana Paula Valadão.

Oremos.

Daivson Barbosa

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