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Jesus e a política – Parte 2

15:41:00Marco Cicco



Religião e política tem sido foco de muitas discussões no Brasil, se acentuando nas últimas eleições, como tratado em meu primeiro texto sobre o assunto.

Logo, tendo estudado sobre a participação dos discípulos de Jesus no meio civil, como devem agir e que valores devem defender, é importante entendermos também como devemos discernir os que se apresentam em Seu nome e tentam com isso ganhar nossa simpatia e consequentemente nosso voto.

Acautelai-vos, porém, dos falsos profetas, que vêm até vós vestidos como ovelhas, mas, interiormente, são lobos devoradores. Por seus frutos os conhecereis. Porventura se colhem uvas dos espinheiros, ou figos dos abrolhos? Assim, toda a árvore boa produz bons frutos, e toda a árvore má produz frutos maus. Não pode a árvore boa dar maus frutos; nem a árvore má dar frutos bons. Mateus 7:15-18

Jesus ensina ao povo sobre como discernir acerca dos falsos profetas e homens de caráter duvidoso que estavam se apresentando a eles, exigindo sua submissão e seu respeito. Os frutos são definidos por Jesus como o parâmetro que o povo deveria observar, ou seja, algo que iria além dos discursos bem preparados e dos sofismas utilizadas pelos falsos profetas. Logo, o que vem a serem os frutos mencionados por Jesus?

Mas o fruto do Espírito é amor, alegria, paz, paciência, amabilidade, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio. Contra essas coisas não há lei. Os que pertencem a Cristo Jesus crucificaram a carne, com as suas paixões e os seus desejos. Se vivemos pelo Espírito, andemos também pelo Espírito. Gálatas 5:22-25

Muitos se enganam sobre o que vem a serem os frutos mencionados por Jesus. Contudo, Paulo exemplifica com detalhes o que são eles e sua importância na vida de todo discípulo de Jesus.

Não podemos confundir frutos com boas obras, e quando digo isso não as estou desqualificando, pois elas são de fundamental importância. Contudo, as boas obras devem nascer das motivações corretas, que são os frutos do Espírito descritos por Paulo. Logo, se elas forem realizadas com as motivações corretas, elas não serão obras da carne visando glorificar a quem as realizou, e sim obras que visam glorificar a quem gerou em nosso coração a vontade de realizá-las.

Por isso, devemos aprender a diferenciar pessoas de instituições. Um candidato de outra denominação que não seja a minha ou mesmo que não seja de nenhuma denominação, mas que produza frutos vindos do Espírito e tenha um coração justo, merece minha confiança e meu voto muito mais do que alguém que seja do meu convívio social, da minha “igreja” ou indicação de algum líder da minha denominação, mas que em sua vida não produza frutos nem tenha uma postura condizente com o que prega.

Como discípulos de Jesus, que possamos buscar a maturidade da fé, e como orienta Paulo, não sermos meninos inconstantes, levados por todo novo vento de doutrina ou por mentiras contadas por homens fraudulentos.

Logo, quem vem em nome de Jesus não precisa anunciar isso em alta voz nos palanques e nos púlpitos, pois sua vida será um testemunho fiel e contundente de tudo aquilo que ele diz ser. Em Jesus, não existem placas, títulos, cargos nem hierarquias, mas frutos dignos de arrependimento, boas obras e atos de justiça e misericórdia.

Nossa missão é observar com atenção, discernir com direcionamento do Espírito e agir com calma e mansidão, evitando julgar temerariamente (sem conhecimento de causa) e demonizar pessoas, partidos ou o que quer que seja, sabendo que agora conhecemos em parte ainda, sendo peregrinos e aprendizes na caminhada.

A minha oração é que como discípulos de Jesus possamos ser referência de sabedoria e conhecimento, orientando os que andam perdidos e ajudando os ignorantes a discernirem a verdade. Que possamos finalmente entender que Evangelho não tem nada a ver com religião.

Att,

Rafael Câmara Alves.

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