featured Matteo Attorre

Síndrome de Uzá

11:01:00Marco Cicco



1 Crônicas Capítulo 13:9

E, chegando à eira de Quidom, estendeu Uzá a sua mão, para segurar a arca, porque os bois tropeçavam.

A Arca, segundo a Lei mosaica, deveria ser trazida por sacerdotes e não puxada por animais. E Uzá, além do mais, estendendo a mão (sem considerar que provavelmente não estava limpo e, portanto não estava “idôneo” para encostar-se á Arca) estava dando uma “ajudinha” a Deus. 

Em nossos dias também muitos lideres tentam “ajudar o Evangelho a ser mais eficaz” e, por causa disso, eles justificam qualquer ação, ensino ou estratégia claramente não bíblica, e até mundana, com o álibi do “funciona” e do “está dando certo”. 

E o que “funciona” é quase sempre “o que o povo gosta”.

Como disse Martin Lutero, “qualquer ensinamento que não se enquadre nas Escrituras deve ser rejeitado, mesmo que faça chover milagres todos os dias”.

Milagres. O povo quer sinais e milagres. Você lembra-se dos magos do Farão? Eles também fizeram muitos sinais, todavia sabemos que a autoria destes milagres não era divina. O cristão verdadeiro recua quando se trata de receber qualquer “milagre” que não venha de Deus. 

Este pragmatismo religioso da moderna igreja brasileira é a síndrome de Uzá dos nossos dias: ela está utilizando bois para carregar a Palavra do Senhor com o proposito de ter uma igreja cheia de pessoas vazias. Os seus lideres se atrevam, como Uzá, a estender a mão para oferecer comida estragada no lugar do Pão da Vida.

Matteo Attorre





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